Data(s)

02/07/2022 
07/08/2022

Local

Lisboa 

Informações Práticas

7 de julho a 7 de agosto: Galeria Foco
8 e 9 de julho: Cinemateca Portuguesa

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Apresentação

ENIGMA é uma viagem mental, um sonho, onde fragmentos da realidade são entrelaçados aleatoriamente. As acções dos artistas interpretam os lugares por onde passam, e ressoam com a sua identidade (passado, presente e futuro fundem-se numa nova língua). Estas acções são tanto acções de cinema numa espécie de ficção experimental como representações livres de protocolos artísticos. Os eventos sucedem-se uns aos outros sem produzir uma continuidade linear. A realidade mostrada é instável: ela metamorfoseia-se ao longo do filme. A realidade mostrada é contrastada: muda subitamente de branco escuro para branco brilhante, de dia para noite; mas, a outro nível, transforma-se novamente – o passado subverte para o presente, trazendo o futuro à existência. A realidade do filme é labiríntica, sempre estranha, quase perturbadora. Enigma. A “canção das sereias” atrai os dançarinos, guia-os e perde-os nos caminhos deste labirinto, enganando o olhar por causa das suas sinuosidades. Os corpos, habitados por este canto insidioso e sedutor, obedecem a repetidos impulsos: multiplicando as voltas, os corpos tornam-se corpo-linguagem. A canção, intermitente, mais ou menos perceptível, incessantemente confusa, leva os protagonistas a desviarem-se no labirinto que se forma diante deles: um mundo desconhecido duplica a realidade.